O que é Lovable? O guia para agências que criam sites e aplicações para clientes

6 de nov de 2026

O Lovable é uma plataforma de desenvolvimento com inteligência artificial que cria sites e aplicações web a partir de pedidos em linguagem natural. Ele gera o código da aplicação, com interface e back-end, e publica o projeto em um endereço do Lovable ou, nos planos pagos, no domínio do cliente. Criada em 2023, em Estocolmo, a ferramenta se chamava GPT Engineer App até dezembro de 2024.


Um cliente manda o link de um app que montou sozinho no Lovable e pergunta quanto custa colocar aquilo no domínio da empresa. Em outro dia, é a sua equipe que usa a ferramenta para mostrar um protótipo ao cliente antes de ele aprovar o orçamento.

Nos dois casos, a agência precisa de mais do que a definição da ferramenta. Precisa saber quanto custa manter o projeto funcionando e onde ele vai ficar no ar depois que o cliente começar a usar.

Este guia foi escrito para esses dois cenários. Ele explica como o Lovable funciona e quanto custa em 2026, e mostra como decidir entre publicar no próprio Lovable ou em uma infraestrutura que a agência controla.

Com o Lovable, a agência mostra uma versão funcionando ainda na fase de proposta

O que é o Lovable e como ele funciona

Um projeto no Lovable costuma passar por quatro etapas, todas conduzidas por um chat:

  • Planejamento: para alterações maiores, a equipe pode usar o modo Plan. Nele, o Lovable analisa o pedido e escreve um plano antes de mexer no código, e a equipe revisa e ajusta esse plano antes de aprovar.
  • Construção: no modo Build, a ferramenta aplica as mudanças no código do projeto e verifica o resultado em uma prévia.
  • Back-end: quando o projeto precisa de banco de dados ou de login de usuários, o Lovable pode usar o Lovable Cloud, o back-end integrado da própria plataforma.
  • Publicação: o projeto é publicado em um endereço do Lovable ou no domínio do cliente.
As quatro etapas de um projeto no Lovable: planejamento, construção, back-end e publicação

Desde 13 de maio de 2026, os projetos novos usam o TanStack Start como base. Nos planos Enterprise, a mudança veio em 22 de junho. Nesse modelo, cada página é montada no servidor antes de chegar ao navegador, o que facilita a leitura do conteúdo por buscadores e ferramentas de IA. Projetos mais antigos, feitos em React com Vite, montam a página no navegador do visitante e podem ser migrados para o modelo novo.

O código gerado pode ser sincronizado com um repositório Git da agência, com atualização nos dois sentidos. Assim, o código do cliente fica versionado em uma conta que a agência controla, e o projeto pode ser hospedado fora do Lovable.

Para que uma agência usa o Lovable e quais são os limites

Para que serve o Lovable na rotina da agência

  • Protótipo para aprovação: a equipe mostra ao cliente uma versão que funciona, com navegação e formulários, ainda na fase de proposta. Os ajustes pedidos na reunião podem ser feitos no próprio chat da ferramenta.
  • Landing pages e sites de campanha: páginas com prazo curto, que precisam ser publicadas rápido e alteradas durante a campanha.
  • Ferramentas internas para o cliente: sistemas simples, como um painel de pedidos ou uma área de cadastro com banco de dados, que normalmente exigiriam um projeto de desenvolvimento completo.
  • MVP de produto: para clientes que querem testar uma ideia de aplicativo com usuários reais antes de investir em desenvolvimento personalizado.
 No editor do Lovable, os pedidos são feitos no chat e o resultado aparece na prévia

Limites que a agência precisa considerar

  • O código precisa de revisão: o Lovable escreve e verifica o código, mas a responsabilidade sobre o que é publicado continua sendo da agência. A documentação oficial mantém um guia de boas práticas de segurança, com atenção especial a login de usuários e permissões de acesso ao banco de dados.
  • O custo varia a cada pedido: cada alteração consome créditos de acordo com a complexidade do que foi pedido. Em projetos com muitos ajustes, a agência consegue acompanhar o consumo de cada projeto no painel da ferramenta.
  • Migrar o back-end depois exige planejamento: quando um projeto que usa o back-end integrado passa para outra infraestrutura, as contas dos usuários vão no export do banco de dados com as senhas protegidas, e quem restaura em um projeto Supabase mantém as senhas. Mesmo assim, os provedores de login precisam ser configurados de novo, e quem estiver conectado precisa entrar outra vez.
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O Lovable é gratuito? Planos e preços em 2026

Sim, o Lovable tem um plano gratuito, com 5 créditos por dia e limite de 30 créditos por mês. Para publicar no domínio do cliente ou editar o código diretamente, é preciso assinar um plano pago, que começa em US$ 25 por mês.

A própria Lovable indica o plano gratuito para conhecer a ferramenta e construir projetos menores. Ele permite projetos privados no workspace e publicação em até 5 endereços lovable.app, mas não libera domínio personalizado.

O plano Pro inclui 100 créditos por mês, além dos 5 diários, e permite remover o selo da Lovable dos projetos publicados. Para a agência, costuma ser o plano mínimo para projetos de clientes.

O Business, a partir de US$ 50 por mês, acrescenta recursos de controle para equipes, como login único (SSO) e publicação interna. No pagamento anual, Pro e Business saem com dois meses grátis.

Como os créditos do Lovable funcionam na prática

Um pedido simples no modo Build, como deixar um botão cinza, custa 0,50 crédito. Adicionar login de usuários custa 1,20 crédito. No modo Plan, cada mensagem custa a partir de 1 crédito.

Os créditos pertencem ao workspace, e todas as pessoas convidadas usam o mesmo saldo. Nos planos pagos, é possível definir um limite mensal de créditos para cada membro da equipe.

Nos planos mensais, os créditos que sobram continuam disponíveis no mês seguinte, enquanto a assinatura estiver ativa. Quando o saldo acaba antes da renovação, dá para comprar créditos avulsos sem trocar de plano.

O app publicado também pode consumir créditos

O site publicado, sozinho, não consome créditos. O consumo vem do trabalho do app em funcionamento, como o uso do back-end integrado e dos recursos de IA. Por enquanto, todos os planos, exceto o Enterprise, incluem 20 créditos mensais para o uso do Lovable Cloud. Depois disso, o consumo sai do saldo geral e aumenta conforme o número de visitantes e o volume de dados do app.

Se o saldo do workspace chegar a zero, o site publicado continua no ar, mas os recursos de IA do app param de funcionar e o back-end pode ser pausado. Para uma agência com vários clientes no mesmo workspace, isso significa que o consumo de um projeto afeta o saldo disponível para os outros.

Onde publicar o projeto do cliente: no Lovable ou em infraestrutura própria

Um projeto do Lovable pode ficar hospedado na própria plataforma ou em uma infraestrutura escolhida pela agência. A escolha depende da base técnica do projeto e do nível de controle que a agência quer ter sobre o ambiente do cliente.

Publicar no próprio Lovable

A publicação em um endereço lovable.app é gratuita em todos os planos, e o certificado SSL é configurado automaticamente, inclusive em domínios personalizados. O site é servido a partir de vários pontos do mundo, perto de cada visitante, e a capacidade aumenta automaticamente com o tráfego.

Os planos pagos não limitam visitas nem tráfego. No plano gratuito, os projetos novos aceitam até 1.000 requisições ao servidor a cada 10 segundos.

Nesse caminho, a infraestrutura fica sob gestão da Lovable.

Publicar em infraestrutura própria

O que muda é o tipo de servidor que o projeto precisa, e isso depende da base usada. Para descobrir qual é a do seu projeto, basta perguntar ao próprio Lovable no chat.

Projetos em React com Vite, a base dos projetos mais antigos: o build gera arquivos estáticos, que qualquer hospedagem de arquivos estáticos consegue servir.

Projetos em TanStack Start, a base atual: o projeto executa código no servidor, como a renderização das páginas e as rotas de API. Por isso, precisa de um ambiente que rode essa parte, e não só de um espaço para guardar arquivos. Entre as opções citadas na documentação estão os contêineres e as máquinas virtuais.

Nos dois casos, o back-end integrado pode continuar no Lovable enquanto o site roda em outro servidor. Basta configurar no novo ambiente as variáveis de ambiente e os endereços de retorno do login usados pelo app.

Ao sair da hospedagem do Lovable, passam a ser responsabilidade da agência:

  • a automação de build e publicação;
  • o certificado SSL e a configuração do servidor web;
  • o monitoramento do tempo de atividade;
  • as atualizações e a segurança da infraestrutura.

Quando a VPS é a escolha certa para a agência

A VPS atende os casos em que o projeto precisa de um servidor sob controle da agência:

  • Projetos novos com código no servidor: com acesso root, a equipe instala e configura o que o servidor do app precisa para rodar, sem depender de liberação do provedor.
  • Vários projetos de clientes em um só ambiente: com vCPU e memória RAM dedicadas, os projetos mantêm desempenho estável.
  • Público do cliente no Brasil: com o servidor no país, o tempo de resposta para o usuário final é menor.

A Cloud VPS Hostoo reúne esses pontos, com armazenamento NVMe e backup automático gratuito, para a agência ter como restaurar o projeto do cliente quando precisar. 

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Alternativas ao Lovable: qual ferramenta usar em cada tipo de projeto

Não existe um único concorrente do Lovable. As alternativas se dividem em dois grupos: plataformas que criam e publicam o app a partir de pedidos em linguagem natural, como o Lovable faz, e agentes de código que trabalham dentro de um projeto que já existe. A escolha depende de onde o projeto da agência vai começar.

Plataformas que criam e publicam o app

Bolt: cria sites e aplicações a partir de pedidos em linguagem natural, com banco de dados e publicação na própria plataforma. Também tem um modo de planejamento antes de escrever o código, em um formato de trabalho parecido com o do Lovable.

Bolt AI: o que é, como usar e onde hospedar seu site
Bolt AI (bolt.new) transforma um texto em site ou app. Entenda o que é, como usar, se é gratuito e onde hospedar o que você criar para um cliente.

Base44: plataforma sem código que cria apps e sites com back-end, login, pagamentos e hospedagem já incluídos. Atende projetos em que ninguém da equipe vai editar o código diretamente.

Replit: permite criar e publicar apps e sites a partir de uma conversa, com acesso pelo navegador e por aplicativos para computador e celular.

Agentes que trabalham no código do projeto

Claude Code: ferramenta da Anthropic que trabalha direto nos arquivos do projeto e executa comandos no terminal. Funciona no terminal, em editores de código, em um app para computador e no navegador. Por rodar no terminal, também pode ser instalado em um servidor, como uma VPS.

Claude Code: o que é e como usar na prática
O que é o Claude Code, quanto custa, como instalar e usar, como se compara ao Cursor e ao Codex, e quando vale rodar o Claude Code numa VPS.

Cursor: agente de código que funciona em um aplicativo para computador e no terminal, com a opção de escolher modelos de IA de diferentes empresas.

As duas categorias podem trabalhar juntas. Como o Lovable sincroniza o código com um repositório Git nos dois sentidos, a agência pode começar o projeto no Lovable e continuar a manutenção com um agente de código no mesmo repositório.

Perguntas frequentes

O código do projeto é da agência ou da Lovable?

Pelos termos da Lovable, o que é criado na plataforma pertence a quem cria, com a ressalva de licenças de terceiros, como as de código aberto. Isso inclui o direito de uso comercial e de hospedar o projeto em outro lugar. Dentro da plataforma, o projeto fica no workspace em que foi criado.

Como passar um projeto do Lovable para a conta do cliente?

Há dois caminhos nas configurações do projeto. A transferência de propriedade passa o projeto para outro membro do mesmo workspace, e a opção de mover leva o projeto para outro workspace do qual você participa, sem criar cópia. Para entregar ao cliente por esse caminho, a agência precisa estar no workspace dele. O remix cria uma cópia independente, que leva o código e a estrutura do banco de dados, mas não leva os dados do banco, os domínios, os segredos nem a sincronização com o Git.

Dá para usar o domínio do cliente no Lovable?

Sim, nos planos pagos. O domínio pode continuar registrado onde o cliente já tem. Basta adicionar no painel de DNS um registro A e um registro TXT informados pela Lovable, que apontam o domínio para o projeto e confirmam a propriedade. Também é possível conectar só um subdomínio, como app.dominiodocliente.com.br. A documentação avisa que a propagação pode levar até 72 horas.

O Lovable funciona com WordPress?

O Lovable não cria sites em WordPress. Os projetos dele usam outra base técnica, em React. O que existe é uma conexão com sites WordPress auto-hospedados, pela qual o app feito no Lovable lê e publica conteúdo do WordPress, como posts e páginas. Na prática, o cliente continua editando o conteúdo no painel do WordPress, e o app exibe esse conteúdo. Para funcionar, o site precisa ter HTTPS e usar o WordPress na versão 5.6 ou superior.

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Como decidir onde o projeto do Lovable vai ficar no ar

A decisão fica mais simples quando acontece no começo do projeto, antes de o app ter usuários reais. Três perguntas ajudam a agência a definir o caminho:

  1. O projeto usa a base atual do Lovable, que precisa de um servidor rodando, ou a base mais antiga, que gera arquivos estáticos?
  2. A agência quer controlar o servidor em que o projeto do cliente roda?
  3. O público do cliente está concentrado no Brasil?

Quando as respostas indicam um servidor próprio, sincronizar o código com o Git desde o início facilita a mudança no momento em que ela for necessária.

Para os projetos que vão rodar em uma infraestrutura da agência, a Cloud VPS Hostoo oferece acesso root e servidor no Brasil, para a equipe configurar o ambiente de cada cliente com autonomia.

Equipe de redação da Hostoo

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